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Por que a Fisioterapia Pode Ser Importante Após uma Internação Hospitalar?

Foto do escritor: CorpoAtivoSaúde
CorpoAtivoSaúde
há 1 dia
5 min de leitura

Receber alta do hospital é um momento importante. Porém, para muitos pacientes, voltar para casa não significa que a recuperação terminou.


Depois de uma internação, principalmente quando ela foi prolongada ou envolveu cirurgia, infecção grave, problemas respiratórios ou permanência em unidade de terapia intensiva (UTI), algumas pessoas percebem que atividades antes simples se tornaram mais difíceis.

Caminhar pela casa, subir escadas, tomar banho, levantar-se da cama ou realizar tarefas cotidianas podem exigir muito mais esforço.


Nessas situações, a fisioterapia pode desempenhar um papel importante na recuperação da força, mobilidade, equilíbrio, condicionamento e independência funcional.


A fisioterapia pode ajudar na recuperação do paciente depois de uma internação hospitalar.
A fisioterapia pode ajudar na recuperação do paciente depois de uma internação hospitalar.

O que acontece com o corpo durante uma internação?


Durante uma internação hospitalar, é comum que o nível de atividade física diminua consideravelmente.


Dependendo da condição clínica, o paciente pode permanecer muitas horas deitado ou sentado e caminhar muito menos do que fazia normalmente.


Essa redução da atividade pode contribuir para:


·         Perda de força muscular;

·         Redução do condicionamento físico;

·         Rigidez;

·         Diminuição da mobilidade;

·         Alterações do equilíbrio;

·         Maior cansaço durante esforços;

·         Dificuldade para caminhar;

·         Redução da independência nas atividades cotidianas.


Quanto mais vulnerável estiver o paciente e maior for o período de baixa mobilidade, maior pode ser o impacto funcional.



Por que podemos perder força tão rapidamente?


Os músculos precisam de estímulo regular para manter sua capacidade.


Durante períodos de doença e pouca movimentação, pode ocorrer redução da massa e da força muscular. Esse processo pode ser particularmente relevante em idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes que passaram por internações prolongadas.

Por isso, algumas pessoas recebem alta e percebem que tarefas aparentemente simples, como levantar-se de uma cadeira, tornaram-se mais difíceis.


A recuperação deve acontecer progressivamente e respeitando a condição clínica de cada paciente.



O que é descondicionamento físico?


O descondicionamento ocorre quando o organismo perde parte de sua capacidade para realizar esforços após um período de menor atividade.


Depois da internação, o paciente pode perceber que:


·         Cansa mais rapidamente;

·         Precisa parar durante pequenas caminhadas;

·         Tem dificuldade para subir escadas;

·         Sente as pernas mais fracas;

·         Não consegue realizar as mesmas atividades de antes


Isso não significa que a pessoa deva tentar recuperar todo o condicionamento de uma vez.

O retorno às atividades deve ser gradual, especialmente após doenças ou internações importantes.



Pacientes que passaram pela UTI podem precisar de atenção especial


Algumas pessoas que permanecem em terapia intensiva podem apresentar alterações físicas importantes após a alta.


Fraqueza muscular, redução da resistência, dificuldades para caminhar e perda de independência podem ocorrer, principalmente depois de internações prolongadas ou doenças graves.


Em determinados pacientes, essas alterações fazem parte de um conjunto mais amplo de consequências após doença crítica, que também pode envolver aspectos cognitivos e emocionais.


A recuperação pode exigir acompanhamento multiprofissional, no qual a fisioterapia pode participar do processo de reabilitação física e funcional.



Como a fisioterapia pode ajudar depois da alta?


O primeiro passo é compreender como o paciente se encontra naquele momento.


Uma avaliação fisioterapêutica pode analisar:


·         Força muscular;

·         Mobilidade;

·         Equilíbrio;

·         Capacidade para caminhar;

·         Tolerância ao esforço;

·         Dificuldade para levantar e sentar;

·         Necessidade de dispositivos de apoio;

·         Limitações nas atividades diárias.


A partir dessas informações, é possível estabelecer objetivos de recuperação e planejar uma progressão adequada.



Recuperação da força muscular


Quando existe perda de força, exercícios terapêuticos podem ser utilizados de maneira progressiva.


No início, algumas pessoas podem precisar trabalhar movimentos simples, como levantar-se da cadeira ou caminhar pequenas distâncias.


À medida que a capacidade melhora, os exercícios podem evoluir em dificuldade e intensidade.


O objetivo é recuperar a capacidade necessária para que o paciente realize suas atividades com maior independência e segurança.



Treino de equilíbrio e prevenção de quedas


Depois de uma internação, principalmente em idosos, a fraqueza e a redução da mobilidade podem aumentar a insegurança ao caminhar.


O fisioterapeuta pode avaliar equilíbrio, marcha e capacidade de realizar transferências, como levantar da cama ou da cadeira.


Quando necessário, o tratamento pode incluir exercícios específicos e orientações para tornar a movimentação mais segura.


Também pode ser avaliada a necessidade temporária de bengala, andador ou outro dispositivo de auxílio, conforme cada situação.



Fisioterapia respiratória após a internação


Alguns pacientes apresentam necessidades respiratórias específicas depois de determinadas doenças, cirurgias ou períodos de internação.


Quando indicada, a fisioterapia respiratória pode utilizar estratégias destinadas a melhorar aspectos da função respiratória e da tolerância ao esforço, de acordo com a condição clínica do paciente.


É importante destacar que a necessidade desse tipo de fisioterapia deve ser avaliada individualmente.



Recuperar atividades do dia a dia é um objetivo importante


A reabilitação não deve ser avaliada apenas pela quantidade de força recuperada ou pelo número de exercícios realizados.


O que realmente importa é como essa melhora se traduz na vida do paciente.


Alguns objetivos podem ser:


·         Voltar a caminhar dentro e fora de casa;

·         Subir e descer escadas;

·         Levantar-se sozinho;

·         Tomar banho com segurança;

·         Retomar tarefas domésticas;

·         Voltar ao trabalho;

·         Retomar atividades físicas;

·         Recuperar autonomia.


Por isso, o tratamento fisioterapêutico deve considerar aquilo que é importante para cada pessoa.



Quanto tempo leva para recuperar a condição anterior?


Não existe um prazo único. Algumas pessoas recuperam sua capacidade rapidamente. Outras podem necessitar de semanas ou meses de acompanhamento, principalmente depois de internações prolongadas ou doenças graves.


A recuperação depende de fatores como:


·         Motivo da internação;

·         Tempo hospitalizado;

·         Idade;

·         Condição física anterior;

·         Presença de outras doenças;

·         Complicações durante a internação;

·         Nível de mobilidade após a alta;

·         Adesão à reabilitação.


O acompanhamento da evolução é mais importante do que estabelecer previamente uma quantidade fixa de sessões.



Fisioterapia em clínica ou em casa?


A escolha depende das condições do paciente. Quando a pessoa consegue se deslocar com segurança, a fisioterapia pode ser realizada em uma clínica.


Já pacientes com dificuldade importante para sair de casa podem, em determinadas situações, beneficiar-se inicialmente da fisioterapia domiciliar.


Conforme ocorre a evolução, a estratégia pode ser modificada.



Quando procurar uma avaliação após a alta?


Pode ser interessante conversar com a equipe de saúde sobre avaliação fisioterapêutica quando, após a internação, o paciente apresenta:


·         Fraqueza importante;

·         Dificuldade para caminhar;

·         Desequilíbrio;

·         Quedas;

·         Cansaço excessivo para atividades simples;

·         Perda de mobilidade;

·         Dificuldade para levantar-se da cama ou da cadeira;

·         Redução importante da independência;

·         Dificuldade para retomar atividades que realizava antes da internação.


Esses sinais podem indicar que existe uma perda funcional que merece atenção.



Atenção aos sinais de alerta


Nem toda piora após uma internação deve ser atribuída ao descondicionamento.


Procure atendimento médico diante de sinais como:


·         Falta de ar importante ou de início súbito;

·         Dor no peito;

·         Desmaio;

·         Confusão mental recente;

·         Fraqueza súbita em um lado do corpo;

·         Febre persistente;

·         Piora rápida do estado geral;

·         Queda com traumatismo importante.


Nessas situações, é necessário investigar a causa antes de considerar apenas um programa de exercícios.



Alta hospitalar é o começo de uma nova etapa da recuperação


Sair do hospital é uma conquista, mas o organismo pode precisar de tempo para recuperar sua capacidade anterior.


A fisioterapia pode fazer parte dessa etapa quando existem perdas de força, mobilidade, equilíbrio ou independência.


O objetivo é ajudar o paciente a retomar progressivamente sua rotina com maior segurança e autonomia, sempre respeitando sua condição clínica e suas limitações.



Reabilitação após internação na Clínica Corpo Ativo


Na Clínica de Fisioterapia Corpo Ativo, em São José dos Campos, pacientes que apresentam limitações após uma internação podem passar por uma avaliação fisioterapêutica individualizada.


A partir da avaliação, são definidos objetivos e estratégias de tratamento de acordo com as necessidades e a condição funcional de cada pessoa.


Se você ou um familiar recebeu alta hospitalar e percebeu perda de força, dificuldade para caminhar, cansaço excessivo ou redução da independência, não considere essas alterações automaticamente como uma consequência inevitável da internação.


 

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