top of page

Fisioterapia Após Cirurgia: Quando Começar a Reabilitação?

Foto do escritor: CorpoAtivoSaúde
CorpoAtivoSaúde
20 de out.
5 min de leitura

Depois de uma cirurgia, é comum surgir uma dúvida: quando devo começar a fisioterapia? É necessário esperar a retirada dos pontos? A fisioterapia pode começar nos primeiros dias? Existe algum risco em iniciar cedo demais?


A resposta depende do tipo de cirurgia, da condição clínica do paciente e das orientações da equipe responsável pelo procedimento. Em algumas situações, determinadas medidas de reabilitação podem começar ainda no hospital. Em outras, é necessário aguardar uma fase específica da recuperação.


Fisioterapia após cirurgia em joelho.
Fisioterapia após cirurgia em joelho.

O mais importante é compreender que a fisioterapia pós-operatória deve respeitar o processo de cicatrização e seguir uma progressão segura.



Por que fazer fisioterapia depois de uma cirurgia?


Uma cirurgia pode exigir períodos de repouso, redução das atividades ou imobilização de determinada região. Como consequência, o paciente pode apresentar temporariamente:


·         Redução da força muscular;

·         Rigidez;

·         Perda de mobilidade;

·         Dificuldade para caminhar;

·         Alterações no equilíbrio;

·         Dor e desconforto;

·         Dificuldade para realizar atividades cotidianas.


A fisioterapia pode fazer parte da recuperação para ajudar o paciente a retomar movimentos e funções de maneira progressiva e segura.



Afinal, quando a fisioterapia pode começar?


Não existe um prazo único que sirva para todas as cirurgias.


Dependendo do procedimento, algumas intervenções podem ser iniciadas precocemente, inclusive durante a internação. Isso pode acontecer, por exemplo, com exercícios respiratórios, orientações, mudanças de posição, movimentos permitidos e mobilização progressiva.


Em outros casos, determinadas atividades precisam aguardar autorização da equipe responsável.


Por isso, não é correto estabelecer que todo paciente deve esperar determinado número de dias para iniciar a fisioterapia.


O momento adequado depende de fatores como:


·         Tipo de cirurgia realizada;

·         Estruturas envolvidas;

·         Técnica cirúrgica;

·         Condições gerais do paciente;

·         Evolução da cicatrização;

·         Presença de complicações;

·         Restrições estabelecidas pelo cirurgião;

·         Capacidade funcional antes da cirurgia.



Preciso esperar retirar os pontos?


Nem sempre. A presença de pontos, por si só, não significa necessariamente que nenhuma intervenção fisioterapêutica possa ser realizada.


Dependendo do procedimento, pode ser possível trabalhar regiões não comprometidas, realizar exercícios permitidos, orientar posicionamentos e iniciar determinadas atividades funcionais antes da retirada dos pontos.


Entretanto, a região operada deve ser protegida conforme as recomendações médicas, e qualquer sinal de alteração na cicatrização precisa ser comunicado à equipe responsável.



Por que começar no momento adequado é importante?


Após uma cirurgia, períodos prolongados de baixa mobilidade podem contribuir para perda de força, redução do condicionamento e maior dificuldade para recuperar determinadas funções.


Por outro lado, iniciar exercícios inadequados, utilizar cargas excessivas ou avançar etapas antes da hora também pode prejudicar a recuperação.


A reabilitação pós-operatória precisa encontrar um equilíbrio: estimular o organismo dentro do que é permitido sem ultrapassar os limites impostos pelo procedimento e pela cicatrização.


É por isso que a orientação profissional é tão importante.



Como funciona a fisioterapia nas primeiras fases?


A abordagem depende completamente da cirurgia realizada.


Nas fases iniciais, o tratamento pode incluir, quando indicado:


·         Orientações sobre posicionamento;

·         Movimentos permitidos;

·         Exercícios respiratórios;

·         Mobilização progressiva;

·         Exercícios para manutenção da força de regiões não comprometidas;

·         Treino para levantar, sentar ou caminhar;

·         Orientações sobre uso de muletas, andadores ou outros dispositivos;

·         Estratégias para controle de sintomas.


À medida que a recuperação avança, novos objetivos podem ser introduzidos.



Como ocorre a progressão da reabilitação?


A fisioterapia pós-operatória geralmente evolui conforme critérios clínicos e funcionais, e não simplesmente porque determinado número de dias passou.


Em etapas posteriores, o tratamento pode incluir:


·         Recuperação da amplitude de movimento;

·         Fortalecimento muscular progressivo;

·         Exercícios de equilíbrio;

·         Treino de marcha;

·         Coordenação;

·         Exercícios funcionais;

·         Preparação para retorno ao trabalho;

·         Retorno gradual à atividade física ou ao esporte.


Cada exercício deve ser escolhido considerando a cirurgia, a fase de cicatrização e a resposta do paciente.



Fisioterapia após cirurgias ortopédicas


A fisioterapia é frequentemente utilizada na recuperação de procedimentos envolvendo o sistema musculoesquelético, como cirurgias de:


·         Joelho;

·         Ombro;

·         Quadril;

·         Coluna;

·         Tornozelo;

·         Mãos e punhos;

·         Reparos de tendões e ligamentos;

·         Fraturas;

·         Próteses articulares.



Cada cirurgia possui particularidades. Uma reconstrução ligamentar do joelho, por exemplo, possui critérios de progressão diferentes de uma cirurgia no manguito rotador. Portanto, não existe um protocolo único para todo pós-operatório.



A fisioterapia também pode ser indicada em outros tipos de cirurgia?


Sim. A atuação fisioterapêutica não está limitada às cirurgias ortopédicas.

Dependendo do caso e da indicação, a fisioterapia também pode participar da recuperação após cirurgias:


·         Cardíacas;

·         Torácicas;

·         Abdominais;

·         Oncológicas;

·         Neurológicas;

·         Mamárias;

·         Outras cirurgias que afetem mobilidade, respiração ou capacidade funcional.

Nesses casos, os objetivos e as técnicas utilizadas são definidos de acordo com as necessidades específicas do paciente.



O que levar para a primeira avaliação fisioterapêutica?


Se você realizou uma cirurgia e foi encaminhado para fisioterapia, procure levar todas as informações disponíveis sobre o procedimento.


Podem ser úteis:


·         Pedido ou encaminhamento médico;

·         Relatório cirúrgico, quando disponível;

·         Exames de imagem;

·         Orientações recebidas na alta;

·         Informações sobre restrições de movimento;

·         Informações sobre apoio de peso;

·         Uso de órteses, tipoias ou outros dispositivos.


Quanto mais informações o fisioterapeuta tiver sobre o procedimento e as restrições existentes, melhor poderá planejar a avaliação e a reabilitação.



Não tente acelerar a recuperação por conta própria


Depois de uma cirurgia, é comum o paciente querer recuperar rapidamente os movimentos e retornar às atividades.


Entretanto, mais exercício não significa necessariamente recuperação mais rápida.

Aumentar cargas, retirar dispositivos de proteção ou realizar movimentos ainda não liberados pode interferir negativamente no processo de recuperação.


Da mesma maneira, medo excessivo de se movimentar pode dificultar a evolução quando determinados movimentos já estão permitidos.


A progressão deve seguir critérios profissionais.



Quando procurar o médico durante a recuperação?


Alguns sinais precisam ser comunicados à equipe médica, principalmente quando surgem de maneira inesperada ou intensa.


Procure orientação diante de situações como:


·         Febre;

·         Vermelhidão intensa ou progressiva na região operada;

·         Secreção na ferida;

·         Abertura da incisão;

·         Aumento importante e inesperado da dor;

·         Inchaço súbito ou acentuado;

·         Falta de ar;

·         Dor no peito;

·         Alterações importantes de sensibilidade ou força.


Esses sintomas não devem ser tratados apenas durante uma sessão de fisioterapia sem investigação adequada.



A avaliação fisioterapêutica define o ponto de partida


Antes de estabelecer exercícios e objetivos, o fisioterapeuta precisa compreender o procedimento realizado e avaliar as condições atuais do paciente.

Essa avaliação pode analisar aspectos como:


·         Dor;

·         Mobilidade;

·         Força;

·         Edema;

·         Capacidade para caminhar;

·         Equilíbrio;

·         Independência nas atividades diárias.


Com essas informações e respeitando as recomendações da equipe médica, é possível estabelecer um plano de reabilitação individualizado.



Fisioterapia pós-operatória na Clínica Corpo Ativo


Na Clínica de Fisioterapia Corpo Ativo, em São José dos Campos, o acompanhamento pós-operatório é planejado de acordo com o tipo de cirurgia, as orientações médicas e as necessidades funcionais de cada paciente.


O objetivo é acompanhar cada etapa da recuperação, trabalhando progressivamente para recuperar mobilidade, força, segurança nos movimentos e independência nas atividades cotidianas.


Se você realizou uma cirurgia ou possui um procedimento programado, converse com sua equipe médica sobre o momento adequado para iniciar a reabilitação.


Entre em contato com a Clínica Corpo Ativo, em São José dos Campos, e agende uma avaliação fisioterapêutica para planejar sua recuperação pós-operatória com acompanhamento profissional e individualizado.

 

Comentários


bottom of page